
Domingo, Dezembro 31
have you put them aside
your crazy thoughts and dreams?
Não terminei de escrever a fic que estou escrevendo, nem de ler o livro que eu estou lendo, nem escutei o cd novo que eu comprei e nunca escutei, nem fiz um monte de coisas que tinha planejado terminar antes do fim de 2006. Mas tudo bem. Fica pra amanhã, ou pro ano que vem.
Estou bem tranqüila agora, ouvindo música, sem muito o que fazer, morrendo de calor, com uns cds na minha frente, uns cadernos ao lado e um ventilador atrás que não faz vento em mim.
E está tudo bem.
Tinha tantas coisas que eu queria escrever aqui mas tudo sempre some quando eu começo. Não tem problema, também. Nada tem problema.
E um feliz ano novo pra todos. =}
John - Will To Death
-11:22 -()
Sábado, Dezembro 30
only wanted a piece of myself, only wanted a piece of myself, only wanted a piece of myself...
steam will rise, esteem will rise.
Já estamos tecnicamente no penúltimo dia do ano. Trinta de dezembro. Não tenho sono, não agora, talvez nos próximos minutos. Todos dormem, menos eu. Eu acordada, a árvore de Natal piscando, um par de fones me fazendo companhia.
Fazia tanto tempo que eu não ouvia essa música.
Tem esse tal de last.fm, eu já tinha reparado em fóruns que eu costumo ler (há tempos não posto em nenhum) que as pessoas tinham listinhas de bandas que tinham um link pra esse site, mas só agora há pouco no alto do meu não-ter-o-que-fazer é que eu fui realmente ver do que se trata.
silverchair - Steam Will Rise
Acabei fazendo um profile e baixando o programa, achei a idéia boa, mas não sei se vou lembrar de abrir o programinha sempre que estiver ouvindo música... O que eu queria dizer mencionando esse assunto era só que com isso acabei revirando as minhas músicas numa playlist de "tudo-que-eu-tenho-no-pc" e ouvir música que não ouço há tempos sempre me deixa nostálgica.
Nostálgica. Eu sou tão passível de sentimentalismos.
Hoje eu saí de casa. Fui buscar uns exames dos meus irmãozinhos e aproveitei pra ir procurar algo com que gastar aquele tal do dinheiro de Natal. Acabei comprando dois livros, dois cds e um dvd, e acreditem ou não foi tudo muito barato. Os livros, por exemplo, foram R$9,90 cada um (Hamlet de Shakespeare e Os Vermes de Torero & Pimenta, os mesmos de Terra Papagalli).
Incubus - Pantomime
Dvd eu comprei o Live at Slane Castle do Red Hot Chili Peppers, que eu já tinha visto (tãããão legal). Cds comprei o By The Way também deles (eu não tinha original e não resisti a um preço legal...) e o X & Y do Coldplay, que eu nunca teria comprado não fosse o preço. Gosto deles, mas não ando comprando muitos cds na vida e eles não são lá uma prioridade musical... Não ouvi o cd ainda, aliás.
Incubus - Earth to Bella part II
...
Crossfade - Cold
Se eu fosse pensar em escrever um post hoje, eu não pensaria em escrever sobre música nem sobre coisas que eu comprei, eu pensaria em escrever um post retrospectivando o ano de 2006, já que ele está acabando e são poucas as possibilidades de eu vir a postar mais alguma vez antes que ele termine de terminar. Eu pensaria em escrever sobre como esse ano foi rápido mas compreendeu dois anos em só um, dois semestres tão distintos um do outro como nunca antes tinha acontecido na minha vida.
Live - Voodoo Lady
O primeiro, meus caderninhos secretos, escrevendo loucamente porque era o meu único refúgio. Dormindo sobre os teclados das pessoas enquanto formatava, instalava windows, configurava rede. Dormindo no cursinho.
A semana entre um e outro, largando trabalho, cursinho, me matriculando na PUCRS, fazendo planos, dando adeuses, ficando feliz, ficando triste.
Cold - Anti-Love Song
O segundo, a faculdade, as risadas, ser adolescente outra vez, os lanchinhos, folhado com suco, picolé de brigadeiro, redescobrir um monte de coisas que a gente esquece quando pensa que cresceu demais.
....
....
The Devlins - Waiting
Mas pensando bem, não há muito o que teorizar sobre esse ano. Foi um daqueles que não se pode dizer que passaram sem grandes acontecimentos, como uma página que passou despercebida por estar colada à anterior. Foi um ano movimentado, cheio de acontecimentos importantes e revoluções na minha rotina.
Saí do CPD pouco depois de completar um ano, comecei a faculdade de Letras, mudei de casa, de computador, pintei o cabelo, fiz novos amigos, votei pela primeira vez, comecei a ouvir o trabalho solo do John Frusciante, teve cd novo do Incubus... E por aí vai. Listando só alguns eventos da minha vida, mas esse ano não passou despercebido no geral, também. Muita gente morreu, eleições, desastres.
silverchair - Ana's Song
Não tenho resoluções para o ano novo, não costumo fazê-las. Talvez mentalmente, em segredo, eu guarde na gavetinha escondida do inconsciente alguma coisa, algum plano, alguma esperança, mas nada declarado. Meu plano para o futuro é sempre tentar fazer o melhor, do melhor jeito e para os melhores fins. Aproveitar bem o tempo, as oporunidades, ouvir muita música boa, ler livros que me façam pensar.
John - Dying Song (ao vivo)
Essa música é tão chorável.
Tão. Dreaming my life away counts for nothing, but nothing never is the end.
Show a beautiful life for me.
Cheguei a desconcentrar.
...
Esse post ficou um lixo. A não ser pelas músicas... :~
Acho bom ir ficando por aqui.
Dashboard Confessional - Am I Missing
Proving yourself right you make the biggest noise.
(...) I'd brace myself for the impact if I were you...
-03:01 -()
Quarta-feira, Dezembro 27
once you're within there's nothing better at all than nowhere.
Meio sem saber o que fazer. Vontade de escrever mas cabeça vazia, vontade de ouvir música mas barulho de TV e jogo do Sonic atrapalham, vontade de dormir mas de ficar acordada, vontade de silêncio mas querer falar, querer ouvir, vontade de escuro.
O Natal foi bem bom, a festa e tal. Bem animada. As minhas crianças ficaram muito felizes com os presentes, são todos tão lindos, não sei qual o melhor. Depois o Pedrinho passou mal, no dia 25 pro dia 26, e foi horrível. É sempre tão desesperador quando eles ficam doentes, dá vontade de ficar doente no lugar deles. Meus irmãozinhos.
Meus presentes também foram legais, embora eu não tenha ganho um Josh Klinghoffer embrulhado em papel celofane bordô, que foi um item que ficou faltando na lista do post passado, e nem mesmo nenhum dos itens que de fato constavam nela. E a comida tava gostosa. E eu tirei boas fotos. E dei boíssimas risadas. Foi um ótimo Natal.
Eu ainda preciso decidir o que comprar com o dinheiro que eu ganhei de Natal. Não vou repetir que quero os cds do John, então não vou comentar que meu primeiro impulso é pedi-los pelo CD Point, e que eu acredito que a causa mais provável pra eu não ter feito isso ainda é que eu vou ter que escolher um ou outro (porque não é dinheiro suficiente pra todos) e simplesmente não consigo pensar em decidir uma coisa dessas.
Não sei.
Às vezes eu tenho vontade de fazer alguma coisa pela minha vontade de aprender guitarra. Como comprar cordas pro meu violão ou procurar alguém que dê aulas baratas. Ou procurar cifras e tablaturas na internet. Eu desisto disso tudo tão rápido, já aconteceu outras vezes.
Passo meus dias lendo e ouvindo música, é tudo com o que preencho a minha cabeça. Não tenho visto pessoas nem tido vontade de sair. Eu sou um bicho esquisito que definitivamente não sabe lidar com longos períodos de ociosidade.
Sem falar que eu preciso arranjar um pouco de coragem pra algumas coisas que estou precisando fazer.
John Frusciante - Inside a Break
-23:31 -()
Domingo, Dezembro 24
I'm not calling you an animal, I think we just fight too much.
Presentes Impossíveis da Minha Cartinha ao Papai Noel:
- Light Grenades do Incubus e a discografia inteira do John Frusciante menos o Shadows Collide With People que eu já tenho.
- Uma linda caixinha com talento para música dentro.
- Um quarto portátil que eu pudesse montar na sala todas as noites e que abrigasse todas as minhas coisas incluindo o computador. Importante: isolamento acústico para eu poder ouvir música sem atrapalhar nem ser atrapalhada.
- Uma boa quantidade de paciência.
Falando sério, eu ganhei dinheiro pra comprar os meus presentes de Natal, mas ainda não comprei nada. E só vou comprar depois do Natal, porque nem morta que eu vou sair amanhã (tecnicamente, hoje) pra isso. Mesmo porque eu nem sei o que eu quero... Talvez os mais compráveis dos meus itens ali fossem os cds, mas eles são muito caros. (São importados; o do Incubus ainda não chegou ao Brasil e os do John nunca vão chegar, aqui só tem o Shadows e, com sorte, o To Record Only Water For Ten Days por encomenda.)
E eu escrevendo capitalisticamente sobre presentes ao invés de escrever poesísticamente sobre o significado e a beleza do Natal? Imperdoável. Mas eu queria postar, queria escrever, e não sabia por onde começar. Aí virei para trás, olhei a árvore de Natal com seu gracioso pisca-piscar e comecei a divagar sobre presentes impossíveis. Isso pode significar que eu não tenho realmente nada de grandioso para dizer sobre o Natal.
Ele perde um pouco da graça quando a gente cresce.
Quando eu era pequena era a minha data preferida, muito mais do que aniversário ou qualquer outra. Hoje acho que sou mais o ano-novo, acho mais descontraído. Quando a gente é criança não tem que se preocupar com comprar nem embrulhar presentes, e isso pra mim destrói a mágica da história.
Quando a gente é criança, faz força pra acreditar em Papai Noel mesmo percebendo que a Vó quer que a gente abra primeiro aqueles de papel amarelo que têm o nosso nome escrito com a letra dela. O Natal da minha infância incluía visitas à tia Lu, que dava caixas de bombons (ela ainda dá!) e papais noéis de chocolate branco. Tudo isso era devorado na manhã seguinte, que geralmente passávamos dentro do carro viajando para a praia. Se ficávamos aqui, a manhã do dia 25 era a reunião oficial de reconhecimento e integração dos novos brinquedos.
Hoje em dia a manhã do dia 25, pra mim, consiste basicamente em assistir à "reunião..." dos meus irmãozinhos e jogar no lixo restos de papel de presente que continuam flutuando pela casa. Comendo os bombons da tia Lu enquanto isso.
Não vou me esforçar pra embonitecer esse post materialista e desesperançoso sobre o Natal. Let's keep it honest. E além do mais, mesmo que não pareça, eu estou bem animada com o Natal. Mesmo. ;)
Incubus - Diamonds and Coal
-03:01 -()
Quinta-feira, Dezembro 21
não há tempo suficiente para todo o nada que queremos fazer.
Eu falo pras pessoas que o gmail é o melhor e-mail que existe, mas nem todas acreditam. Que outro e-mail tem funny quotes?
Funny Quote of the Day - Bill Watterson - "There is not enough time to do all the nothing we want to do."
E eu fiz um layout novo (como podem ver). Tenho a impressão de que vou enjoar dele logo, e isso não é um bom sinal.
Não há post grande o suficiente para todo o nada que queremos escrever.
Vontade de escrever, mas não há assunto. Tenho ficado em casa, suando em casa, lendo em casa, ouvindo música em casa. Eu adoro final de ano. As pessoas todas parecem mais solidárias, mais abertas, ainda que seja uma impressão falsa, imposta pelas festas. Eu não consigo evitar ficar pensando em tudo o que aconteceu durante o ano, esse que foi um dos mais movimentados da minha vida.
Ouço música no escuro. As luzinhas de Natal desenham, a intervalos piscativos regulares, os contornos dos galhos da árvore na parede. Já faz algum tempo que a minha pipoca e o meu guaraná acabaram, e na minha boca sobrou um gosto dos dois misturados, agora já um tanto curtido pelo tempo. Preguiça de ir escovar os dentes.
There wasn't anything for me, I always faked my smile, canta John Frusciante. There's so many careless angels responsible for me. They give me disease, they give me a pain in my neck to feed off me. E por aí vai.
Não há o que dizer, mesmo. Talvez eu ainda escreva um post de nostalgia natalina essa semana, pelo menos é o que eu gostaria de fazer. Mas se eu não fizer isso, provavelmente é porque estarei passando longos momentos em companhia de um livro e um ventilador. E se eu não voltar antes disso, bom Natal. ;)
John Frusciante - Anne
-02:22 -()
Segunda-feira, Dezembro 18
today we lived a thousand years, all we have is now.
Um calor que sufoca qualquer idéia. Uma indecisão sobre o que escutar. Josh Klinghoffer toca guitarra de olhos fechados no meu desktop. Estou relendo um livro que eu adoro. As páginas escoam como água em queda livre. Além disso hoje terminei O Náufrago, Thomas Bernhard, ótimo.
Quinze minutos para as duas da manhã e eu aqui, sofrendo com esse ar envenenado, contaminado, que paira imóvel sobre mim e sobre o resto da sala. Tento vencer a preguiça de levantar, apagar a luz e acender as luzinhas da árvore de Natal. Elas me fazem companhia nas madrugadas de música. De Curtains, de Sphere, de Automatic Writing, de Will To Death, Shadows Collide With People, To Record Only Water For Ten Days e Light Grenades.
As luzinhas piscam no ritmo dos acordes. Eu queria sobreviver por mais tempo antes de ser levada sem aviso para as trevas do sono.
Há tanta coisa que eu quero ler nessas férias. Eu só não queria ficar derretendo por entre as páginas. Eu tinha que arranjar um lugar para viver onde fosse inverno durante o Natal e o meu aniversário. Eu descobri que um menino de quem eu gostei vai ir morar na Califórnia. A inveja me consome, mas eu sei que ele vai se dar bem por lá, e eu não desejaria outra coisa. Uma vez ele tentou me ensinar a ler tablaturas. Qualquer dia vai aparecer em uma banda californiana, vocês e todos nós vamos ver. Ele vai estar em capas de Capricho, o menino brasileiro daquela banda. As meninas vão adotar o sobrenome dele. E eu vou ter inveja, porque eu sempre quis tocar guitarra como ele e porque o meu sonho secreto é ter uma banda.
Pena que eu toco guitarra tão mal.
Sem falar de todo o resto, incluindo cantar.
Mas eu não queria falar tanto disso. Já faz tanto tempo que eu gostei desse menino, e foi uma coisa tão infantil, eu tinha catorze anos. Daqui a um dia menos que um mês farei vinte, duas décadas inteiras e me parece tão pouco.
É pouco.
Mas não tão pouco.
Eu ainda não levantei para apagar a luz e ligar as luzinhas. Eu ainda não abri o Winamp. Eu ainda não escolhi um título.
Lembrei de um, da música do Live: "Run To The Water" me lembra um Natal ambígüo.
-02:02 -()
Quinta-feira, Dezembro 14
every mile I walk is five
I'll get where I'm going in the next life.
É realmente ótimo que eu não tenha me queixado do calor nos últimos posts, pois assim eu posso aproveitar e me queixar agora, que está ainda mais insuportável e derretivelmente quente. Além disso, trata-se de um clima perfeito para ficar trancada em casa tentando não senti-lo, mas suando melecosamente da mesma maneira. E aí leitura e música funcionam como atenuantes.
Terminei ontem de ler O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, que é um livro que as meninas costumam ler aos quinze anos (por motivos óbvios). É ótimo, claro, incrível. Quero ler outras coisas do JG, além desse só li Através do Espelho, que por sinal é uma gracinha.
E quanto à música, continuo na fase Frusciante. As vítimas dessa vez são Curtains, cheio de melodias lindas, e A Sphere In The Heart Of Silence, escrito e gravado em parceria com Josh Klinghoffer, que também participou de quase todos os outros (cinco) discos que o John lançou em 2004/2005.
E... é, esse foi sem dúvida alguma, em toda a história, um dos posts mais "eu-sou-mesmo-agorafóbica-ou-quase-isso-e-não-tenho-vergonha-de-demonstrar" que eu já escrevi.
John Frusciante - The Real
-17:04 -()
Quinta-feira, Dezembro 7
on this island I am stuck
could you correct my crooked luck tonight?
Eu vivo com crianças; eu tenho dois irmãos pequenos.
Na casa nova eu não tenho quarto, então meu pc fica na sala.
Eu ouço música no computador, sempre. Quando ainda trabalhava comprei caixinhas supertris com woofer e aquelas coisas por causa disso.
Agora, somando, o resultado fica: estou na sala tentando ouvir música no pc enquanto a tv berra um desenho infantil e os meus irmãos berram mais ainda enquanto (não) assistem.
Já comecei quatro layouts diferentes, e conforme os continuei eles enveredaram por caminhos que eu não gostei e caíram na gaveta do esquecimento. Talvez eu cave um velhão, eu faço isso de vez em quando. Ou não, pode ser que eu ainda deixe esse layout do John com frase de Past Recedes por alguns anos ou até eternamente.
Hoje eu saí de casa. Ooohhhh. Fui devolver dois livros na biblioteca da PUC e na volta passei no supermercado. Tava um calor do diabo e as sacolas tavam pesadas e o meu mp3 tá dando um problema fiádaputa com o botão de ligar e desligar.
É, não foi muito divertido.
É difícil também ficar em casa.
Vou repetir: não tenho quarto. Não tenho quarto. Não tenho quarto.
(Não tenho quarto!)
E além disso, eu não tenho um quarto pra ficar. Eu não tenho um lugar pra ficar rodeada das minhas músicas, dos meus cadernos, dos meus livros e das minhas idéias.
E agora?
Como sobreviverei a três meses de férias sem um quarto??
Quemaisquemaisquemaisquemais... To com vontade de fazer uma lista das músicas mais marcantes do ano. Desocupada, sim, férias, e das mais tediosas. Elas se pronunciam assim, um poço fundo de chatice. Aí eu penso em coisas inúteis como essas. Na época do primeiro grau eu fazia concursos de "melhor cd". Uns competiam com os outros pra ver qual era o que eu mais gostava. É claro que a cada época ganhava um, o que eu estivesse ouvindo mais no momento. No primeiro grau eu era mega desocupada, nem os irmãos pequenos eu tinha ainda.
Mas por que isso tudo?
Talvez seja legal como um bom retrato do quão contente eu estou com esse início de férias. Pelo menos eu tenho músicas ótimas pra ouvir... Pena que às vezes eu fico chateada do nada e nem pra ouvir música eu tenho ânimo.
Quase que eu termino mais um post falando do calor infernal que tá fazendo, vejam que quase-descuido!
Incubus - Punchdrunk
-23:24 -()
Terça-feira, Dezembro 5
when you close your eyes at night someone clears a path for you to ride
when you wake the next day you will only go that way.
Meio que não há o que dizer.
Acho que eu nem cheguei a contar aqui que eu me mudei, não é? Acho que foi em setembro... Não, foi em agosto. Foi, foi bem no início das aulas. Continuo morando com as mesmas pessoas e na mesma rua, só que num apartamento no térreo ao invés de uma casa no segundo andar. xD
Férias desde sábado, o que significa... quatro dias? E eu já estou assim!
Assim = absolutamente mergulhada nelas, nas férias, inundada, transbordando e me afogando. Em termos práticos, isso significa dizer que eu estou reclusa, escondida, como se estivesse presa aqui há meses. O que não significa que eu quero que as pessoas venham me resgatar. É claro que tem pessoas que estão inteiradas de como eu fico, mas as pessoas que ainda não sabem é bom que fiquem a uma distância segura. Por pior que possa parecer, esse isolamento fica ainda pior se circundado da instável possibilidade de ser perturbado.
É podre, eu sei, e é a coisa mais ambígüa do mundo. Eu detesto ficar assim, mas se eu estou eu não quero mudar nada. Não quero que nada me perturbe na posição intocável em que eu estiver. E faltou um detalhe importante e desesperador: nesta casa nova eu não tenho um quarto só pra mim. Não tenho um lugar para dançar de madrugada ou deitar no chão para escrever, nem lugar para todas as tralhas que estavam armazenadas no meu antigo enorme quarto, muito menos lugar para tudo o que eu penso e quero fazer. Fica tudo flutuando pelos cantos; a minha cama no quarto da minha mãe, as minhas duas gavetas de tralhas no outro extremo do quarto, a minha mesa do pc na sala, a minha porção de estante-da-sala para os meus livros.
Acho que isso agrava a minha situação de tédio auto-induzido, já que eu não posso nem mesmo desfrutá-lo dentro de um mundo só meu.
Mas as palavras não são suficientes. Parece que elas só retratam pequenos e poucos detalhes de uma coisa maior que é indescritível. E faz um calor insuportável em Porto Alegre, também.
John Frusciante - Of Before
-23:39 -()
Sexta-feira, Dezembro 1
I'm slow to finish but I'm quick to start.
Musicalmente, eu ando em êxtase. Minhas maiores ocupações nos últimos dias são assistir aos shows do Red Hot Chili Peppers que eu tenho baixado compulsivamente, treinar as danças utilizadas nestes mesmos shows pelo John Frusciante (quando não há ninguém por perto, é lógico) e ouvir loucamente o novíssimo e maravilhosamente perfeito disco do Incubus, que ainda não chegou nas lojas do Brasil mas já pipoca por todos os cantos da internet.
Escolarmente, eu estou descansada, pois esta foi uma semana de buscar notas, deitar na grama ao lado do (horroroso) presépio da PUCRS, de passar em tudo e de entrar em férias. (o que oficialmente só acontece amanhã, depois de pegar a nota da cadeira de literatura. sim, amanhã. sábado, isso mesmo.)
Emocionalmente, estou acometida daquela doença que me ataca todos os anos, ou melhor, todos os finais de ano: a Nostalgia de Final de Ano. Me dá vontade de fazer as listas das músicas que representariam esse ano da minha vida, de escrever uma crítica para cada livro que eu li, de comentar em textos privados ou públicos sobre o último semestre como bolsista do CPD e o primeiro como estudante de Letras (ai, que orgulho! xD). Fora, é claro, que tudo dá vontade de chorar. E todos esses sintomas pioram muito quando eu vejo luzinhas de Natal.
Red Hot Chili Peppers - Desecration Smile
-13:27 -()
post começados e não terminados de uma mesma semana de novembro.
14 de novembro.
O fim de semana que se passou foi extremamente agradável. Eu já nem lembrava mais como era um fim de semana sem nada pra fazer...
Me encontro numa situação insustentável em relação a esse blog. Eu tenho a maior vontade do mundo de voltar a ter o hábito de manter isso aqui funcionando, de voltar a ter o hábito de escrever aqui de forma que cada post que eu escreva não pareca artificial e forçado como têm sido os últimos que eu escrevo por obrigação mais ou menos uma vez por mês. E também é importante frisar que eu não aguento mais esse layout. (Mas eu ainda amo o johhny-john incondicionalmente.)
Essas últimas duas ou três semanas parecem ter pertencido a uma realidade paralela. Eu não me sentia nesse mundo, mas em outro, em um mundo de datas e horas marcadas e deadlines gritando ao meu ouvido que eu não podia descansar por um segundo, que eu tinha que continuar escrevendo ou digitando ou correndo atrás de tudo que eu pudesse para get our papers done, pra terminar os trabalhos. Agora só resta mais um trabalho, na sexta-feira, e algumas provinhas.
15 de novembro.
Uma das coisas que eu acho mais difíceis de aprender é que as pessoas (nenhuma delas, mesmo, nem mesmo mães) não controlam seus sentimentos. Não adianta, então, eu ficar dando com a cabeça na parede esperando que as pessoas sintam o que elas deveriam sentir (porque espera-se delas que é isso ou aquilo que deveriam sentir), se eu mesma sinto um monte de coisas que eu nem queria sentir.
O fato é que eu estou aqui agora, ouvindo Cold e tomando chá. O resto é neurose e não interessa.
Ontem foi aniversário do Pedrinho, mas nós fizemos a festa dele hoje, por motivos feriadamente óbvios. Foi legal e tudo, mas desde o final da tarde eu estou passando mal. Aí minha mãe fez esse chá. E aí eu fiz esse primeiro parágrafo.
E ainda falando de aniversários, segunda foi a Cacá minha linda adorada amada e dia 27 é a metade que sobrou da minha querida japosa prima. Muitos anivers importantes em novembro. Acho que eu sou um dos únicos freaks que eu conheço que nasceram em janeiro.
O silverchair e o Incubus vão lançar CDs novos logo. O do Incubus eu sei que é dia 28, o do chair eu não fiquei sabendo de data ainda. Essas foram as bandas que já foram "a minha preferida" mais intensamente, vamos dizer assim, cada uma em sua época.
Mas o que eu tenho ouvido mesmo é Cold (baixei todas as músicas que existem deles há pouco tempo e mais um montão de vídeos. amo.), Good Charlotte (primeiros dois discos, eu tinha músicas esparsas deles em 2003, ouvia muito, mas fiquei uns dois anos sem ouvir nada, agora baixei tudo e tá me trazendo ótimas lembranças), Third Eye Blind (que eu sempre amei mas nunca achei nada pra comprar nem pra baixar. mês passado encontrei do nada a discografia inteira deles no soulseek) e mais umas coisinhas que tenho ouvido também, mas menos, como Crossfade (que eu nunca tinha ouvido falar e baixei sem querer achando que era Cold, porque eles têm uma ótima música chamada Cold).
E quanto à faculdade... Sem palavras... Mas vou tentar. Passei aí umas semanas terríveis correndo atrás de tudo o que tinha que fazer para os trabalhos, semana que vem vou ter prova de quase todas as disciplinas e em seguida já acaba. E aí eu não sei o que vai ser da minha vida até março, já que eu detesto férias longas.
-12:42 -()
