
Segunda-feira, Novembro 12
I make the same mistakes, end up in the same place.
over and over and over.
MacArthur Park Revisited, The Bicycle Thief
Assim como eu costumo pensar, num primeiro reflexo, que bicycle se escreve bycicle, ignorando a raiz cycle, eu também costumo pensar que a era blogueira já era. E já era, realmente, pelo menos aquela à qual eu me refiro. A época em que todo mundo que queria mostrar sua carinha na internet tinha um blog já era, sim, mas ainda existe toda uma sociedade blogueira que eu desconheço. Eu não leio esses blogs, simplesmente porque não conheço seus donos. É como ter preguiça de começar a escutar uma determinada banda porque ela já tem muitos discos lançados; é querer penetrar num mundo há muito já começado. Não dá pra explicar. Eu conheço poucos blogueiros hoje em dia, e poucos conhecem o meu blog. E é por isso que eu não sei o que se faz em blogs hoje em dia, coisas como Meme.
A Lidi me passou esse sobre filmes, passado a ela por outro blogueiro, e eu não sei se é da burocracia dos tais memes (que são correntes entre blogueiros, postar sobre um mesmo assunto, quase como o joguinho do meu último post) postar os links de quem postou ou sugeriu o assunto... Mas, como eu não tenho o link de ninguém e estou com preguiça de ir ver se tem no blog da Lidi, não vou postar. (Fora o dela, que já lá está.)
Mas voltando.
O meme que ela passou pra mim é sobre filmes com tema livre. Quer dizer, o tema é filmes, mas a abordagem é livre. E eu pensei, meu deus, eu, tão não-conhecedora de filmes, com essa coisa de ultimamente não assistir coisa nenhuma, e então me lembrei que vi três filmes semana passada, muito atípico dos meus hábitos atuais. Então, vou falar sobre eles: os três primeiros filmes que eu vi depois de não ter visto filme nenhum por tanto tempo. Aí está meu tema (ou abordagem).
O primeiro deles foi O Primo Basílio. Não vou incluir aqui a história de como, indecorosa e mágica e fugitivamente, nosso trabalho de segunda-feira transformou-se em desembocar (literalmente) numa poltrona do Cinemark no Bourbon para assistir esse filme, ou os detalhes sórdidos de tal aventura (ton cou est très belle). Vou me concentrar, então, nas atuações ótimas de Débora Falabella e Glória Pires e no fato de que o filme de Daniel Filho segurava um cartaz: "Sou um livro, na verdade. Desculpe!". Dava para ver, a todo o momento, que alguma coisa tinha sido cortada ou apressada no roteiro para caber no tempo certo da fita (e poder incluir aqueles longos minutos de apelação sexual). No conjunto, é um bom filme, bem feito, mas que faz a pessoa que não leu o livro de Eça de Queiroz (é, esse eu ainda não li...) sair pensando que era legal lê-lo (pelo menos o filme desperta a curiosidade do espectador). Mas imagine quem já tinha lido?
O segundo foi Sentinela, gabando-se de ter Michael Douglas, Kiefer Sutherland, Kim Bassinger e Eva Longoria. Bom, Eva, coitadinha, mal aparece (e a mim, que não a conhecia, não fez falta). Kim Bassinger também está apagadinha, e embora Kiefer Sutherland esteja muito bem em seu papel, também aparece pouco. Todos se apagam para entregar a cena nas mãos de Michael Douglas, no papel do chefe da guarda do presidente dos Estados Unidos acusado de traição. O que não é vantagem pra mim, que não gosto de Douglas nem vendo os filmes da época em que ele ainda supostamente valia alguma coisa. Gosto da fotografia do filme, com alto contraste, uma tendência, observo leigamente, dos filmes de ação da atualidade. No conjunto, até que o filme distrai. Mas não mais do que isso.
Ei, mas acho que o meme era de indicar filmes, e não criticar... O que eu posso fazer, se os dois primeiros da lista não pude considerar mais do que entretenimento momentâneo? O mesmo não acontece com o terceiro, porém. Só Tom Hanks mesmo para me fazer ir para a frente da TV no sábado à noite assistir filme dublado com intervalo no Supercine. E, de fato, valeu a pena. Matadores de Velhinha é mais do que umas risadas bobas, pois não é só uma comédia sem fundamentos. A história é boa, os personagens são ótimos e as atuações grandiosas. O problema é que agora eu vou ter que arranjar um jeito de vê-lo com o som original...
E aí está, meme respondido. Agora tem que passar para outros blogs e, bem... Não vou pôr ninguém na obrigação, só a Nana. Haha. Quem mais passar aqui sem querer e por acaso, caso se interesse, siga a corrente. =)
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Hoje é o dia em que eu tenho uma aula livre. Duas, se eu for considerar o fato de que, normalmente, eu tenho três aulas. O fato é que eu só tenho uma aula ao invés de duas, ou três. E é por isso que eu me encontro nesse estado conflituoso, tentando decidir o que fazer com essa brecha no espaço e no tempo, a qual eu costumo preencher com um cochilo rápido no ônibus e um demorado em casa.
O que acontece é que o sono, hoje, pode perder seu lugar em virtude de três novos desafiantes: 1) O livro secreto, que eu leio loucamente sem contar para quase ninguém o que é. Ele é, na verdade, o que eu gostaria de ficar fazendo realmente, e que seria capaz de me manter em casa com as minhas roupas de dormir, sem meter a cara para fora da porta.
2) O aniversário do Pedro é quarta e eu quero comprar alguma coisa pra ele, alguma coisa legal que possa ensinar alguma coisa, acrescentar no desenvolvimento dele. É claro que o fato de detalhes como o que comprar ou mesmo onde ir para tal ainda não estarem decididos pouco importa uma vez que eu decida que é essa a tarefa que deve ser cumprida. Mas há ainda o terceiro item, que pouco tem a ver com obsessões literárias ou amor fraternal: o dever acadêmico. 3) Eu realmente devia aproveitar todo o tempo livre de que eu puder dispor (inclusive este que estou desperdiçando com um post a respeito das minhas divagações indecisivitistas) lendo um polígrafo enorme cujo assunto cairá massivamente na prova de amanhã. O fato de ter lido apenas a primeira página e há quase uma semana atrás também pouco importará se eu vier a escolher alguma das outras alternativas.
Um post de tríades, e a terceira vez que escuto a música do título. Tentando ouvir a voz do Josh por entre a voz-de-duda-calvin do Bob Forrest. E o céu está azul lá fora... O que escolher para o meu spare time? Junto com a música, um barulho oriundo do livro misterioso. Um crack não muito alto. É o laundromat man, e ele está comendo pumpkin seeds na cadeira ao lado.
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